terça-feira, 25 de outubro de 2016

O dia que fui estuprada

Boa noite pessoas desse universo gigantesco

Agora irei contar algo que guardo a anos, o dia do meu estupro.
Eu cresci sem mãe, meu pai pegou a minha guarda e dos meus irmãos.
Morava numa casa com apenas um quarto, meus irmãos e eu dormiamos nele enquanto meu pai dormia na sala. Numa noite qualquer, meu pai mandou eu dormir na sala com ele, como eu tinha apenas 5 anos não via maldade nisso. Nessa noite meu pai tirou a minha virgindade, não lembro o que aconteceu, o trauma fez com que me esquecesse. Acordei com sangue na roupa e uma dor enorme, mas não sabia o porque. Meu pai não estava mais em casa havia ido trabalhar. Eu tomei banho e arrumei a casa.
Depois dessa noite ele não parou mais. Começou a ficar cada dia mas frequente os abusos, dia e noite, em qualquer parte da casa, quando ninguém estava por perto. Eu cresci vivendo isso, tentei contar mas ninguém quis me ouvir, mesmo aparecendo com marcas no corpo, ninguém via ou queria ver. Eu chorei tanto, implorei que parasse, mas foi tudo em vão. Meu pai me estuprou durante 8 anos... tive que aguentar ele em cima de mim durante 8 anos. Lembro da boca nojenta dele sobre meu corpo, a mão áspera e sua respiração, ele sussurrava coisas no meu ouvido que não lembro bem.
Hoje ele se comporta como se nada tivesse acontecido, como se ele nunca tivesse me machucado. Eu o odeio tanto, não consigo olhar mas na cara dele, graças a ele tenho pesadelos.
Cresci sendo negligênciada, sem afeto ou amor, agora sou uma garota indiferente a muitas coisas, não confio em ninguém, fria e com um imenso vazio no peito que nada consegue preencher.
Já se passaram muitos anos, com o sistema judiciário muitíssimo falho, não quis denunciar, não tenho provas, será a minha palavra contra a dele, e obviamente minha "adorável" familia irá defende lo. Enfim, será meses em vão, me fazendo lembrar da tortura além de me sentir humilhada.
Rescentemente enfrentei ele, disse que não irei denúncia lo pelo que me fez passar, mas que se eu desconfiar  que ele se quer está imaginando tocar numa menina eu iria denuncia lo e caso a justiça não faça nada eu o mataria. Claro, que ele se fez de desentendido, não me aguentei e dei um soco na fuça dele e depois fui embora.
Enfim, estou vivendo um dia de cada vez...

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